BIÓPSIA DE COLO

A biópsia de colo do útero pode ser apenas a retirada de um pequeno fragmento ou ser a retirada da zona de transformação com o objetivo de tratamento e biópsia. A zona de transformação é a área em que ocorre o maior número de lesões celulares pelo vírus HPV, inclusive as de alto grau que são precursoras do câncer de colo. Durante o exame de colposcopia, a biópsia é realizada de forma dirigida. Esse procedimento, inclusive, é capaz de detectar o câncer de colo do útero, caso ele já esteja presente na paciente ou até mesmo as células pré-cancerígenas, o que é extremamente importante para a prevenção dessa doença, que é uma das que mais mata mulheres no Brasil.

Esse procedimento pode ser realizado por meio de três métodos distintos. O primeiro deles, a biópsia com bisturi, é o que realiza a retirada de pequenos pedaços do tecido do colo do útero que foi analisado através de um instrumento médico que recebe o nome de fórceps de biópsia. Geralmente, antes do tecido ser retirado, o ginecologista aplica um ácido que tem função corante e ajuda na hora do médico conseguir detectar as alterações.

O segundo método é a biópsia em cone, que ocorre quando é necessária a remoção de uma grande parte de tecido para análise. Essa remoção é feita em formato de cone e pode ocorrer por meio de um bisturi ou um laser. Por ser um processo mais doloroso e invasivo, esse tipo de biópsia requer que a paciente receba uma anestesia geral.

Por último, há também o método de curetagem endocervical, quando as células que serão analisadas são removidas do canal endocervical por meio de um instrumento que possui a ponta em formato de colher ou ganho e que recebe o nome de cureta, por isso curetagem.

A indicação de cada um desses métodos para a realização da biópsia vai depender do que o exame quer analisar, de cada paciente, e até mesmo de algumas doenças que a paciente pode ter.

Existem alguns passos que a paciente precisa seguir antes de realizar uma biópsia de colo do útero. É recomendado que o procedimento seja feito na semana seguinte à da menstruação, pois isso facilitará a coleta de uma amostra mais limpa, sem resquícios de sangue do fluxo menstrual. Alguns medicamentos devem ser evitados caso você precise se submeter a uma biópsia, pois eles aumentam o risco de sangramento. Converse com o seu ginecologista para saber mais informações a respeito disso. Caso a biópsia precise de anestesia geral, a paciente precisará realizar o exame em jejum de pelo menos 8 horas.

A biópsia de colo do útero é um procedimento que é solicitado quando outro exame apresenta alguma alteração ou anormalidade, pois ela serve para analisar a fundo o que está acontecendo naquela região onde foram encontradas alterações, por isso é muito importante manter as consultas sempre em dia e prestar muita atenção na sua saúde ginecológica, pois assim você pode conseguir prevenir doenças muito graves.